No túmulo de Pagu
Redobra teus sentidos e te solta louca
Apegada ao rosto do meu sorriso ferido
Reforma as cores no meu olhar de louça
Aprisiona sem tocar-me nesse momento ido!
Perdeu-te na força de lembranças quase frouxas
Que recobram a vontade de te rever mais pura
Em guerra calada com mera ilusão dos tolos
Despiram rotos até a entrega farta do couro
Esquecer-te como repente estranho, raio preciso
Que atinge toda terra menos o teu fiel vazio
É repensar o toque de teu vago e sereno sorriso
Fazendo-me instrumento de teus desejos tardios
Perceber-te agora vã e fria criatura
Despindo-te nula em infiéis momentos
Como se ainda viva aqui, em carne crua,
Destilasse em mim teus cruéis tormentos.
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2 comentários:
a intensidade do amor é algo sempre recorrente. eterno retorno. e a paixão também se posiciona na linha tênue, ainda que seja entre o corpo e o espírito.
"sÓ QUEM JÁ MORREU NA FOGUEIRA SABE O QUE É SER CARVÃO."
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