quinta-feira, 13 de março de 2008

dilacerou-me por dentro
a resistência faliu
os sentidos desvirtuaram
as estruturas abalaram
no momento que
teu sorriso explodiu
em meu peito desatento.
na vigilância discreta
quem sabe me esqueça
do que lateja

dores infindas de cobiça
carimbadas em olhos negros
sem retina
sem menina
eu
vazia por vontade

a angústia
de tua dinastia
avesso de overdose
sou embuste ambulante
sem personalidade

falo-te de teus rastros
dos hinos de adorar
dos mastros que fincaste
em minhas artérias

não há bandeiras
nem frontes
figas ou figueiras
nessa seringa
de ser

por hora
insira o silêncio
nesse tumbeiro de sonhos
que tornou-se paralisia.